terça-feira, 15 de maio de 2012

CURIOSIDADES MÓRBIDAS

Porque somos detentores de dados que, a nosso ver, são informações que garantem e indicam o estado a que a Freguesia chegou durante os anos passados e que a memória irá futuramente consagrar, reter e lembrar da incúria do desleixo e má gestão da coisa pública por autarcas que continuaram a ser eleitos anos a fio, mandato a mandato.



- Portanto começamos pelo ano de 1999: e a quem deu sumiço a 780 contos hoje 3.900€ de produtos de limpeza e manutenção da piscina.

- Passados anos, em 2007, veio a empresa (Cimai) reivindicar esta mesma quantia, via Tribunal de Família de Sintra, contactados os autarcas antriores garantiram o pagamento.

- A divida foi assumida pela Assembleia de freguesia.

Conclusão nossa: a divida foi paga duas vezes

- Em 2006 os eleitos são confrontados com um processo movido pelo Técnico sobre o Parque das Merendas P. Quiaios onde reclamava o pagamento dos honorários devidos, qualquer coisa como 30.000€. A junta teve de liquidar a divida com “língua de palmo”. Nesse tempo, o eleito Carlos Rabadão reclamava da sua legalização.

- Divida, 80,00€, referente à compra de 20kg de sardinha em Agosto 2009 para um intercâmbio com a Freguesia de Vila Pouca Lousã.

- 2010 Alienação de computador por ex. autarca da Junta pela irrisória quantia de 180€, mensalmente a Junta está a pagar este equipamento.

- Recentemente foi a junta notificada pelas Finanças da existência de um saldo negativo na conta corrente do IVA, referente a 2005. O montante envolvido, é de 5.241,39 €.

- Ultimamente, foi a Junta colocada perante mais uma “novidade”; a Segurança Social anda desde (2007) a enviar ofícios para a Junta para justificar a falta de descontos por ela devidos sobre os duodécimos dos subsídios de Férias e de Natal dos contratados a 3 meses para a praia, piscinas, limpeza de praia etc. Não obtendo resposta resolveu enviar um inspector. Os valores envolvidos desconhecem-se, a factura a pagar será desde 2007/2011 mais multa por cada mês. Bonito serviço.

- O Parque de Campismo mantém-se em situação irregular desde o seu inicio com a conivência dos executivos.

- Em Assembleia de Freguesia de Junho de 2011 foi dado poderes, ao Presidente da Junta, para realização de escrituras de justificação da antiga sede da Junta de Freguesia e Parque das Merendas.

- “Tasca do Prior”, por se encontrar inserida no Parque das Merendas sofre da mesma situação. O seu contrato de exploração termina para o ano.

- Torricentro detém terrenos envolventes ao empreendimento. Pretende devolve-los à Freguesia, o que a impede de fazer tal transição? Saberá alguém responder?

Eis o estado a que a Freguesia chegou. Conviver com ilegalidades pode parecer "fino" "chique" mas a realidade mostra que a Freguesia perde com este estado de coisas.

Os Quiaiosenses tem de pensar, muito bem, sobre o que se passa nos órgãos autarquicos.

quinta-feira, 26 de abril de 2012



EM MAIO AFIRMAR ABRIL

sábado, 21 de abril de 2012

ABRIL DE NOVO

Celebrar mais um aniversário do 25 de Abril – o 38.º – não é um acto de saudosismo. Muito pelo contrário: os valores e conquistas da Revolução dos Cravos são duradouros e estarão presentes em qualquer avanço progressista que venha a ter lugar em Portugal. A garantia é do PCP, que confia na luta dos trabalhadores e do povo para fazer com que o País retome os caminhos que Abril iniciou.

terça-feira, 17 de abril de 2012

FACTOS SOBRE 730 DIAS DE UNIRQUIAIOS

Comemora-se hoje, 18 de Abril, o 2º aniversário (730 dias) sobre a eleição intercalar para a Junta de Quiaios. Passará despercebida à totalidade da freguesia. Estamos cá para isso, avivar memórias.


Os eleitores, escolheram e votaram UNIRQUIAIOS! PSD .


Quando da passagem do 1º aniversário escrevemos neste blog: "que Quiaios continua a encher chouriços" dado o estado a que estava esta freguesia.
Passaram mais 365 dias e para além do que foi escrito, acrescentamos que: o marasmo, a estagnação, a indiferença e o abandono por parte das entidades competentes, Junta e Câmara, são factos indesmentíveis.



Por parte do executivo da Junta não há uma explicação.


- Variante? Já era.


O QREN acaba de eliminar, um considerável número , de projectos; uns por falta de dinheiro, outros mal elaborados. O da variante em qual desta situações está (va)? Ou não está (va).



Como se depreende nem projecto ainda existe.


- Por onde "ensina" o Centro Escolar?


Maior embuste alguma vez anunciada. A Câmara Municipal, para tapar os olhos aos incautos, e "calar a boca" aos que pugnam, ainda, pela palavra dada resolve, a pedido da Junta, pintar o edifício da Escola. Obras necessárias sem dúvida, mas o prometido, C. E. , fica para o dia de são nunca.

Uma destas obras, entre muitas outras, deveria ser a obra do mandato. Puro engano.


E o por onde anda;


- Revisão do P.D.M. ? E o saneamento básico ? A segurança pública e rodoviária? Ciclovia e o acesso pedonal ao Colégio? Ciclovia para a Praia? Zona industrial? Ampliar a rede de parques infantis? Regular o trânsito em Quiaios? Agenda pública das visitas a todos os lugares da freguesia? Criação do Boletim para a divulgação das actividades da Junta? etc...etc...etc...


Chega de refúgio no chavão; não há dinheiro, que em parte sendo verdade, não o é na sua totalidade. Todas as candidaturas que então se perfilaram, sabiam que a Autarquia se encontrava em falência técnica, pelo que não pode, nem deve, servir de desculpa.



CONSEGUIMOS UNIRQUIAIOS!

"Não fazemos promessas descabidas ou irrealistas, queremos sim, genuinamente, assumir compromissos que embora exigindo muito trabalho, esforço e dedicação, possam ser honrados. Somos uma equipa que pretende gerir a freguesia com honestidade, consensualidade e competência, dispostos a ouvir os anseios da população e a fazer das pessoas a nossa primeira prioridade".

CARLOS RABADÂO PSD




Questionamos, quais os objectivos alcançados?



E os eleitores da Freguesia, o que pensam?



























































domingo, 8 de abril de 2012

QUEM ACODE A ESTE ÍCONE DO NOSSO JARDIM



Dizem que as árvores morrem de pé. Talvez.


Está dobrada ao peso da idade ou da natureza que lhe não foi pródiga, cairá mais ano menos ano. Uma forte rajada de vento.....


As suas raízes são fortes e tem aguentado este "gigante". A sua sombra não é frondosa, em comparação com as demais que compõe o jardim, no entanto destaca-se o seu porte imponente e quando foi plantada, com certeza, representou um período.


Respeitemos, então esse período e com essa consideração; vamos pedir à Junta que obtenha respostas/soluções, junto das entidades competentes, para salvar este "bom gigante".


Um pedido também à sociedade civil que lê este blog; sugestões, opiniões de como devemos da melhor maneira salva-la.


O jardim, o ambiente e Quiaios agradecem.




quinta-feira, 5 de abril de 2012

A MULHER DE CÉSAR NÃO BASTA SER SÉRIA É PRECISO PARECER. MAIS UM "CATROGA".

Fácil de explicar.

A Junta em tempos ficou incumbida de realizar concurso público para novo inclino para o parque de campismo (p.c.). Se executou ou não eis a questão, fica o beneficio da dúvida.

Resolveu tomar conta da exploração do p.c., de acordo com resolução da A.F., e vai daí a abertura foi consumada no dia 1 de Abril. Para tal precisou de colaboradores que para o efeito,e como manda a Lei, deveriam ser escolhidos por concurso(?). Será que foram? Novo beneficio de dúvida.

Constata-se porém que um dos ditos, fez parte da lista do PSD que concorreu ás eleições de Quiaios e a sua afinidade parental com o actual o Presidenta da Junta é notória. Sem dúvida nenhuma.

Já vimos este filme algures no País, e pela mesma força partidária. A moda pegou.

E o que diz o parceiro do Bloco Central (P.S.) ?


Conivente, ou absolutamente indiferente como convém?













































segunda-feira, 2 de abril de 2012

"OS GRANDES SÓ PARECEM GRANDES PORQUE ESTAMOS AJOELHADOS"



Mais de 200 mil pessoas manifestaram-se hoje em Lisboa, numa poderosa jornada contra a intenção do governo PSD/CDS-PP de liquidar freguesias, num ataque ao poder local democrático conquistado com a revolução de Abril, pondo em causa os direitos, necessidades e anseios das populações.

A Junta de Freguesia de Quiaios está em cima do muro, não sabe para que lado cair.


quinta-feira, 29 de março de 2012

FREGUESIAS AMEAÇADAS. EM DEFESA DO PODER LOCAL

De acordo com a nova alteração ao Livro Verde, nenhuma freguesia se encontra segura.
O que até então era regulado com critérios, agora está ao sabor das Câmaras Municipais.
Depreende-se portanto que o Governo, sacudindo a água do capote, passou o odioso da questão para as Assembleias Municipais, presidentes de Junta, e não só, pela diminuição das freguesias.
Se o consenso prevalecer ninguém vai quer ser carrasco em casa própria, o que convirá ao ministro Miguel Relvas que de tesoura em punho cortará por onde bem entender.

A ANAFRE tem contestado tal iniciativa e para tal promove a manif. em Lisboa, no próximo dia 31 deste mês, de protesto e indignação.

Uma questão se coloca;
Qual é a postura da Junta e Assembleia de Freguesia de Quiaios no que respeito a esta manif. ? Estará ou não presente?

Na realidade, não foi feita qualquer mobilização perante a população para uma presença desta Freguesia na manif. em Lisboa.

Vamos esperar para ver.

quinta-feira, 22 de março de 2012

CORAGEM, DETERMINAÇÃO E CONFIANÇA




8 RAZÕES PARA A GREVE GERAL.

1. Fazer ouvir a sua voz e fazer valer os seus direitos
A alternativa que se lhes coloca é a de fazerem ouvir a sua voz e fazer valer os seus direitos ou, indo trabalhar, serem utilizados pelo patronato e governo como se de apoiantes se tratassem do pacote laboral e da política em curso.

2. Contra a imposição do banco de horas, as 12h por dia, 60h semanais
Cada um vai ter de parar 8h no dia 22, é verdade!Mas ao fazê-lo está a lutar para não ter de trabalhar a partir do banco de horas, 12h por dia, 60h semanais, 200h anuais, quando o patrão o entender e sem receber mais um cêntimo por isso. Mais horas, dias, semanas de trabalho é decretar milhares ao desemprego.Parar na 5ªf dia 22 pode significar não ser obrigado a trabalhar aos sábados, domingos, feriados como se dias normais se tratassem.

3. Pela dignidade do trabalho e uma vida digna. Um dia de Greve contra a exploração e o empobrecimento.
Um dia de Greve para travar o caminho de miséria, destruição e afundamento do País.Um dia de Greve para que afirme a dignidade do trabalho e a força dos trabalhadores, dos que produzem riqueza e dos que são os primeiros interessados no desenvolvimento do Pais e na criação de emprego.

4. Defender o seu salário e a retribuição todos os dias
Cada trabalhador terá de perder um dia de salário, é verdade!Mas não é menos verdade que, fazendo greve hoje e contribuindo com a sua atitude para derrotar os projectos do governo, está a defender o seu salário e a retribuição todos os dias no futuro, evitar cortes na retribuição que em muitos casos são superiores a 1/3.

5. Contra o despedimento sem justa causa e o seu embaratecimento
Cada um terá de enfrentar a chantagem sobre o posto de trabalho que hoje têm, é verdade!Mas ao fazer greve hoje está a assegurar que amanhã não será vitima do despedimento sem justa causa , mais barato, ou seja a garantir com a atitude de hoje que amanhã não é despedido com uma mão á frente e outra atrás.Aderir à Greve no dia 22 significa para cada um uma resposta clara contra o trabalho forçado e à borla nos feriados que querem eliminar, nas férias que querem cortar e no descanso compensatório a que querem por fim.

6. Pelo combate ao pacto de agressão. Por um Portugal com Futuro.

7. Combater o roubo nos salários
Quanto custa ao rendimento mensal de cada um o corte em 50% nas horas extraordinárias?O que significa no bolso de cada um corte no salários e nos subsídios de férias e de 13º mês?

8. Combater e a generalização da precariedade e da instabilidade
Cada trabalhador precário terá de fazer frente às ameaças sobre o seu contrato, é verdade!Mas ao fazê-lo hoje está de forma corajosa a combater e a generalização da precariedade e da instabilidade, a garantir que não viverá anos submetido à insegurança que lhe corta o futuro a que tem direito.

quinta-feira, 8 de março de 2012

DIA INTERNACIONAL DA MULHER

Neste dia, do ano de 1857, as operárias têxteis de uma fábrica de Nova Iorque entraram em greve, ocupando a fábrica, para reivindicarem a redução de um horário de mais de 16 horas por dia para 10 horas. Estas operárias que, nas suas 16 horas, recebiam menos de um terço do salário dos homens, foram fechadas na fábrica onde, entretanto, se declarara um incêndio, e cerca de 130 mulheres morreram queimadas.


A CDU lembra este dia, e SAÚDA TODAS AS MULHERES que são alvo da exploração desenfreada a que estão, e são, sujeitas.

terça-feira, 6 de março de 2012

QUADRO REFERÊNCIA ESTRATEGIA NACIONAL - QREN

Estamos portanto, numa discussão a nível do (des) governo para saber quem manda nos dinheiros comunitários. Dinheiros que, segundo a Lei orientadora, servem para desenvolver e apoiar os projectos apresentados para o Pais e o mais abrangentes possíveis, e que terá o seu termino em 2013.



É oportuno lembrar que decorre na nossa Freguesia, a pedido da Junta e apadrinhado pela Câmara, um projecto de uma via -com barbas - dita "circular" e que, segundo os promotores, é para ser financiada por dinheiros comunitários.



A percentagem de financiamento da Autarquia será na ordem dos 15% sendo o restante suportado pelo QREN, a fundo perdido. Por isso o dinheiro existe. Não existe é projecto.



A Junta, como bom aluno que quer ser, seguindo as pisadas Partido no governo, vem representando loas que "agora é que vai" o projecto já passou os teste mais difíceis bláblá, bláblá ..... Avivemos as mentes: sessão A.F. de 30/9/ 2010 Apreciação do traçado da proposta; novembro 2010 reunião de trabalho com o Edil Figueirense onde se falou e reafirmou; "estamos apostados em levar para a frente a circular externa a Quiaios"; em 29/1/2011 dizia: "espero que sim" respondendo à pergunta de um jornalista se seria neste ano (2011) que iria arrancar; na última A.F. 30/11/2011 foi questionado por um freguês sobre esta questão.



Irá a Freguesia aguentar por quanto tempo tamanho vexame?



Até quando?








































quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS NO AMBITO DO PRODER

Foram afloradas as prestações de serviço entre a Freguesia de Quiaios e as empresas, Silvapor e Geoterra, no âmbito do projecto financiado pelo PRODER.
-Questionou-se se esta intervenção tem por finalidade a limpeza, na sua amplitude, das respectivas valas. Isto porque os trabalhos até agora desenvolvidos foram a montante dos aquedutos, estando por efectuar a jusante. Receamos que fiquem por aqui.
-Outra dúvida: obstáculos, lixos, carcaças de electrodomésticos que vão aparecendo depois do trabalho executado. O executivo garante que vem fazendo essa limpeza.
-Uma constatação na estrada para a Murtinheira, do lado Norte, está limpa uma extensão de terreno, que classificamos de choupal, considerando o número destas árvores ali presentes. Admitindo que passa, por perto, uma ou mais destas mães-d’água achamos peculiar a limpeza dos terrenos na sua totalidade.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

MAIS UMA DÍVIDA DO ANTERIOR EXECUTIVO, QUE A FREGUESIA VAI PAGAR.

Dívida às Finanças referente ao ano de 2005 (IVA).
Na última Assembleia de Freguesia do ano que findou o Presidente do executivo revelou que a junta havia sido notificada pelas Finanças da existência de um saldo negativo na conta corrente do IVA, referente a 2005. Após pedido de esclarecimentos foi informada que não tinha liquidado IVA ao longo do ano de 2008 tendo abatido a conta corrente que erradamente se considerou com saldo a seu favor.
Face ao montante envolvido, € 5.241,39, foi solicitado o pagamento em 12 prestações, tendo a Junta apresentado uma caução no valor de € 6,895,48.
A surpresa da dívida e a não existência de cabimento orçamental; explica a caução.

Cremos avivar a memória de quem nos lê. No balanço feito, 2009, pelo então presidente do executivo citamos: “a junta passou do caos para a organização” e tinha como objectivo uma gestão autárquica criteriosa. Esclarecedor.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

SITUAÇÃO CONTRATUAL DA EMPRESA ORBITUR

Termina a meados de ano que vêm o contrato de exploração com esta empresa. Acautelando o futuro apresentou uma proposta que visa a continuação. Essa proposta assenta basicamente em três pontos:
- exploração por mais 20 anos
- custo mensal de 1,500€ (actualmente é de 3,000€)
- e a construção de uma piscina
A Assembleia de Freguesia entendeu comunicar aos proponentes que a proposta “sabe” a pouco.
Posteriormente, a esta tomada de posição, a empresa via oficio apresentou uma série de considerações entre outras:
-que a Junta se comprometeu a viabilizar e concretizar a licença do Parque;
-a ausência de acessibilidades
-arranjos exteriores ao Parque
Em reunião extraordinária da A.F. no passado dia 15 de outubro entendeu propor um encontro com a Administração de empresa para chegarem a um entendimento sobre diversos pontos.

Se desta reunião não houver fumo branco, a junta ficará com a iniciativa de contactar o mercado para novo arrendatário.

Goradas as iniciativas pondera o executivo ficar com a exploração do parque de campismo.

A terminar no contrato em vigor existe uma cláusula contratual de uma caução de 25.000€ que segundo a Junta não aparece em lado nenhum.

Foi resolução da A.F. contactar o executivo anterior para explicações sobre esta caução.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

LIVRO VERDE DA REFORMA ADMINISTRATIVA DO PODER LOCAL

Derrotar o programa de subversão do Poder Local defender os direitos das populações
1. O agora anunciado “Livro Verde” (negro, e não verde se ao conteúdo se fizesse corresponder a cor) para a reforma administrativa do poder local constitui um verdadeiro programa de subversão do poder local democrático, uma nova e mais despudorada tentativa de concretização da velha ambição dos partidos da política de direita de ajustar contas com uma das mais importantes conquistas de Abril.
As propostas agora anunciadas, acobertadas pelo programa de agressão e submissão que PSD, CDS e PS subscreveram com a troika estrangeira, visam, ao arrepio da Constituição da República, liquidar a autonomia das autarquias e reconstituir um modelo de dependência e subordinação existente até ao 24 de Abril.
2. De facto, com a inteira colaboração do PS e dando continuidade a orientações e opções ensaiadas ou adoptadas em momentos anteriores, o governo prepara um salto qualitativo na ofensiva contra o poder local democrático. Um ataque que constituiria, a concretizar-se, a completa descaracterização dos elementos mais progressistas e avançados do poder local, a liquidação do que ele representa enquanto conquista de Abril com os seus elementos diferenciadores: um poder local amplamente participado; plural, colegial e democrático; dotado de uma efectiva autonomia administrativa e financeira; ocupando um lugar na organização democrática do Estado não subsidiário, nem dependente do nível central. Este programa de agressão ao poder local é, na sua essência e consequências, um programa de agressão às populações e às suas condições de vida, um factor de constrangimento do desenvolvimento económico e de agravamento de assimetrias regionais, de retrocesso da vida democrática local.
3. Sob um manto de falsidades e de formulações generalizantes, o pacote legislativo hoje anunciado visa nos seus eixos centrais e em concreto:
- o desfiguramento do sistema eleitoral com a eliminação da eleição directa das Câmaras e a imposição de um regime de executivos homogéneos, ferindo irremediavelmente não apenas as características plurais e democráticas hoje existentes, mas sobretudo consagrando um regime construído sobre o poder absoluto e a falta de controlo democrático, contendo em si mesmo ausência de transparência e factores de corrupção. Um desfiguramento acompanhado ainda de uma significativa redução do número de eleitos, lesiva do carácter participado e democrático do poder local. Em rigor, pode afirmar-se que o que agora é proposto tem subjacente uma concepção que ainda mantém o princípio da eleição (embora irremediavelmente limitada e amputada) mas que já não disfarça a ambição dos seus autores de impor um sistema de governação local que, à boa maneira do fascismo, tratava de nomear presidentes de câmaras e regedores para as freguesias, remetendo a gestão política para os chefes de secretaria municipais;
- a instituição de um regime de finanças locais, assente numa dinâmica de tributação adicional e penalizante sobre as populações, reduzindo os factores de coesão e eliminando o princípio constitucional da “justa repartição entre a administração central e local dos recursos do Estado”;
- a eliminação, de facto, da autonomia administrativa com a substituição da tutela inspectiva por uma tutela de mérito e integrativa e a subversão do actual regime de atribuições e competências, com a intenção de transferir competências municipais para estruturas supra municipais, numa inversão completa do que deve ser um efectivo processo de descentralização, a que as regiões administrativas dariam também corpo. O que agora se reapresenta é a repetição da reforma fracassada do então Secretário de Estado Miguel Relvas (2003), uma intenção que não serve o poder local nem uma efectiva política de descentralização. Antes constitui uma tentativa de despojar os municípios de numerosas atribuições e competências, afastando ainda mais as populações dos centros de decisão e diminuindo a sua participação;
- e ainda uma “reforma administrativa” que, com a eliminação de um número significativo de freguesias e municípios, visa a redução substancial da participação política, eliminar a proximidade entre os titulares de órgãos públicos e cidadão e retirar expressão e força à representação dos interesses locais.
4. O PCP dirige-se à população, ao movimento associativo e outras organizações presentes na vida local, aos eleitos em geral (incluindo muitos daqueles que pertencendo a outras força políticas reconhecem e identificam o poder local com um espaço de promoção de progresso, bem-estar e desenvolvimento), aos trabalhadores da administração local, aos patriotas e democratas para que ergam a sua voz e manifestem a sua oposição aos projectos de liquidação do poder local democrático, de mutilação de princípios constitucionais e de empobrecimento da vida e do regime democrático. A Comissão Política do Comité Central do PCP reafirma o seu total empenhamento na defesa de um poder local com provas dadas na promoção dos interesses populares, assegurando que os comunistas e os seus aliados na CDU, eleitos e não eleitos, intervirão activamente para resistir e derrotar este projecto, reafirmando que, também pelo que agora se conhece neste domínio, a rejeição do programa de agressão e submissão constitui um imperativo nacional, na luta por um Portugal com futuro.